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Novo tipo de pele artificial pode formar hematomas que cicatrizam por conta própria

Novo tipo de pele artificial pode formar hematomas que cicatrizam por conta própria

Os pesquisadores criaram uma pele artificial que pode “machucar” com o impacto, semelhante à pele real, ajudando a revelar quando um robô ou uma prótese está potencialmente danificada. Os hematomas falsos têm a intenção de funcionar como um tipo de sinal de alerta de que o membro ou estrutura artificial pode precisar ser avaliado para garantir que não continue a atingir um objeto sem querer.

Hematomas como um alerta

A pele artificial é um material que se assemelha à pele real; é comumente usado para próteses e cada vez mais com robôs. A pele, dependendo de seu design, pode ser equipada com sensores que fornecem um grau de capacidade de detecção, como a capacidade de detectar quando o membro está em contato com uma superfície.

No futuro, esses materiais de pele artificial também podem apresentar uma função de ‘contusão’ que resulta em descoloração onde a superfície atinge um objeto. Ao contrário de uma pessoa que pode, por exemplo, bater com a perna contra um poste, um robô não pode relatar quando um de seus membros foi atingido, resultando potencialmente em danos que poderiam passar despercebidos até piorar.

Além de ‘e-skin’

A pele artificial que pode ser machucada foi desenvolvida por pesquisadores na China e recentemente detalhada pela American Chemical Society. O material funciona detectando forças por meio de sinais iônicos, tornando-o um hidrogel condutor que excede muitas das capacidades de skins eletrônicos (“e-skins”), pelo menos quando se trata de fatores como biocompatibilidade e elasticidade.

De acordo com o artigo que detalha a pele artificial, a função de hematoma é possibilitada pelo uso de uma molécula chamada espiropirana, que passa de um amarelo claro para um azul quando submetido a estresse mecânico. Tal como acontece com hematomas reais, essa descoloração retorna lentamente à sua cor original após várias horas.

A pele que você conhece

Testes realizados com este material hidrogel iônico (“I-skin”) revelaram que ele se comporta de maneira semelhante à pele humana – pode ser esticado, por exemplo, sem machucar, mas apresentará descoloração se submetido a uma força potencialmente prejudicial, como quando repetidamente bateu ou beliscou agressivamente.

Embora você ainda não encontre esse material em uso com dispositivos protéticos e robôs, o desenvolvimento abre caminho para uma pele artificial semelhante à vida que pode um dia se comportar de forma semelhante à real. Não está claro se os pesquisadores planejam integrar recursos de detecção no material que podem permitir que os robôs também detectem quando são tocados.

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