Resumo da notícia: Desde 17 de outubro de 2026, a Claro suspendeu por tempo indeterminado a venda de celulares Oppo nas lojas e no site. O motivo apontado são bônus pagos a promotores de venda. Para quem já tem um Oppo, a garantia não muda.
Sabe aquele promotor que te aborda na loja da operadora antes de você chegar no balcão?
Ele está no centro de uma briga entre a Claro e a Oppo.
Desde 17 de outubro de 2026, a Claro suspendeu por tempo indeterminado a venda de celulares Oppo em todas as lojas do país e no site. Os promotores da marca saíram das lojas, e as páginas de modelos como o Reno 16, o Reno 14 e o A5 Pro foram tiradas do ar.
O motivo
A decisão veio num comunicado interno revelado pelo Tecnoblog. Segundo fontes ouvidas pela imprensa, a Oppo pagava bônus aos promotores para eles indicarem os celulares dela no lugar dos concorrentes. A Claro não confirmou oficialmente.
Só que tem um detalhe. Fontes do mercado ouvidas pelo Canaltech dizem que esse tipo de incentivo é comum, e que quase toda grande fabricante faz campanha parecida. Uma fonte anônima ainda afirma que a operadora teria cedido à pressão de duas marcas grandes com mais peso nas lojas. Quais? Ninguém disse.
Ou seja: talvez a Oppo não tenha feito nada que os outros não fazem. Só que ela é a menor da sala.
O que as empresas dizem
Pouca coisa. A Claro diz que o assunto está sendo tratado entre as duas, cita confidencialidade e garante que tem um portfólio variado e o compromisso de deixar o 5G mais acessível. A Oppo diz que a diretoria está negociando direto com a Claro para reverter a suspensão.
E quem já tem um Oppo?
Pode ficar tranquilo. A suspensão vale só para a venda nos canais da Claro. A garantia é da fabricante, e a Oppo continua no Brasil: acabou de abrir loja em São Paulo e prepara outras em Brasília, Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Outras lojas também podem continuar vendendo a marca.
O momento é que é ruim. A Oppo (com OnePlus e realme) teve 9% do mercado mundial no terceiro trimestre, mas viu as vendas caírem mais de 20%, num ano em que o setor inteiro encolheu, como detalha a reportagem vendas de celulares no menor nível em 14 anos. No Brasil, onde ainda briga por espaço com Samsung e Motorola, perder o promotor da loja pesa.
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