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Quanto custa um celular bom em 2026? O mapa das faixas de preço no Brasil

Com base nos preços de 26 ofertas acompanhadas todos os dias, dá para ver onde está o melhor custo-benefício e onde o dinheiro rende pouco.

Matheus Vieira
Quanto custa um celular bom em 2026? O mapa das faixas de preço no Brasil

Em números: em outubro de 2026, a faixa de R$ 1.500 a R$ 2.000 é a que mais entrega pelo dinheiro no Brasil, com 5G, tela AMOLED e proteção contra água. Abaixo de R$ 1.000 dá para ter o básico. Acima de R$ 4.000, cada real a mais compra cada vez menos diferença no dia a dia.

“Quanto eu preciso gastar para ter um celular bom?”

É a pergunta que mais aparece nos comentários do canal. E a resposta muda todo ano, porque o preço da memória subiu e os celulares ficaram mais caros.

Para responder com número de verdade, o ponto de partida aqui são os preços das ofertas que o Mundo Tech acompanha todos os dias na Shopee e no Mercado Livre. Os valores abaixo são do dia 25 de outubro.

Até R$ 1.000: o básico bem feito

Nessa faixa estão o Galaxy A07 (R$ 733) e o Moto G06 (R$ 759).

Dá conta de WhatsApp, banco, rede social e vídeo. Mas sem 5G, com processador simples e tela LCD de resolução baixa.

Traduzindo: é celular para quem usa pouco ou precisa de um reserva. Não é o lugar para quem quer ficar três anos sem trocar.

De R$ 1.000 a R$ 2.000: onde mora o custo-benefício

É a faixa mais cheia de opções boas: Galaxy A17 5G (R$ 1.099), realme C85 (R$ 1.380), Redmi 15C 5G (R$ 1.399), Moto G56 5G (R$ 1.449), Edge 60 Fusion (R$ 1.752), Moto G86 5G (R$ 1.799), Redmi Note 15 Pro 5G (R$ 1.838) e Galaxy A37 5G (R$ 1.868).

A partir de uns R$ 1.500 aparecem tela AMOLED ou pOLED, 5G, NFC, carregamento rápido e proteção IP68. Coisa que há poucos anos era só de celular caro.

De R$ 2.000 a R$ 4.000: desempenho e câmera

Aqui estão o POCO X7 Pro (R$ 2.189), o POCO X8 Pro (R$ 2.496), o Edge 70 (R$ 2.633), o iPhone 16e (R$ 3.299) e o Galaxy S25 FE (R$ 3.599).

O ganho é em processador, câmera mais completa e mais anos de atualização. Para quem joga, edita vídeo ou quer ficar quatro anos com o aparelho, é dinheiro bem gasto.

Acima de R$ 4.000: o topo

O Xiaomi 15T Pro (R$ 4.299), o iPhone 17 Pro (R$ 7.999) e o iPhone 17 Pro Max (R$ 8.759) estão aqui.

São os melhores em câmera, desempenho e acabamento. Mas a diferença para um celular de R$ 2.500 no uso do dia a dia é bem menor do que a diferença de preço.

Pensa comigo: o iPhone 17 Pro Max custa quatro POCO X7 Pro. Ele não é quatro vezes melhor.

Onde está o melhor negócio

  • Uso básico: até R$ 1.000 resolve.
  • A maioria das pessoas: entre R$ 1.500 e R$ 2.000.
  • Quem exige desempenho: entre R$ 2.000 e R$ 2.700, na linha POCO e Edge.
  • Quem quer o melhor sem olhar preço: acima de R$ 4.000.

Os preços mudam todo dia. A lista completa, com histórico de preço e alerta para quando baixar, fica na página de ofertas. Para entender por que tudo ficou mais caro neste ano, vale ler sobre a alta da memória e a queda nas vendas.